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Muito obrigado! Antes de mais nada, se você for gremista, parabéns. É uma torcida que empolga e vai muito além do time, sem dúvida merece a classificação. Se você não for gremista e estiver feliz, parabéns também, é importante que o futebol sirva para dar alegria a todos de um jeito ou de outro. Se quiser exaltar, entretanto, o estilo aplicado, aguerrido, raçudo e forte do Grêmio, creio que esteja lendo no lugar errado, tente Paulo Coelho. O time do Grêmio é uma porcaria! Marca, bate e só. Tivesse sido o Santos um pouco menos ineficiente, não tivesse o Santos se dado ao luxo de jogar com 10, o que ocorreu sempre em que Alessandro (em que pese o nome de craque) esteve em campo, não tivesse o Santos recuado em Porto Alegre, contrariando sua vocação histórica que é a de seu treinador também, talvez agora a discussão fosse outra. Mas o talvez não é o que importa agora. Também pouco importam detalhes do tal planejamento, termos perdido Pedro, Tiuí (fizeram falta) como gosta de dizer o professor: "Isso é assunto interno" e se resolve depois. O que importa foi ter podido presenciar um dos momentos mais emocionantes dos meus mais de 20 anos de freqüência ininterrupta à estádios, um momento de profunda comunhão entre time e torcida, razão principal a mim do futebol existir. O que se viu ontem estrá, de certo, pra sempre em nossa memória na parte reservada aos momentos mais felizes. E no final aplaudimos muito, certamente por mais minutos do que a TV permitiu que vissem, mais que isso ainda estamos aplaudindo. O time tem defeitos graves, o que não o impede de estar entre os melhores ou quem sabe ser mesmo o melhor do país, mas tudo isso é muito pequeno, diante do que nos resta agora: aplaudir e agradecer porque este foi um daqueles dias em que o futebol assegurou que existe mesmo o tal do amor. Obrigado Santos!!! O time da virada ontem, hoje e por todo o sempre! Amém!
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 18h59
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Ser ou não ser? Não me parece ser esta a questão quando falamos em lances duvidosos, especialmente, os das famosas penalidades máximas. Mais do que ser o que importa é parecer ser e os jogadores parecem mal entender o fato. Ontem no Paraná, por exemplo, Gaciba (que acho mesmo o melhor) viu falta do goleiro em Aloísio. Neste caso não foi o atacante que induziu o árbitro ao erro (já que não houve choque) e sim o goleiro. Sair correndo de forma atabalhoada e ríspida atrás do atacante que vai cair, é assumir um risco imenso de dar impressão de falta. Aliás, os reclamões deveriam ser honestos em pensar: quantos de nós não marcaria a infração? Mais complicadora foi a atitude de Ávalos, na última quarta no Olímpico. Ele estava sendo puxado, de maneira forte e um tanto indiscreta e o que me faz? Mete a mão no peito do atacante, é um outro caso de induzir o árbitro à marcação do pênalti que foi menos pênalti do que falta, mas não dá pra cobrar isso do árbitro. Os jogadores, especialmente os de defesa, deveriam adotar posturas preventivas em lances disputados dentro da área. Estranho que só o façam quando não há necessidade como no caso dos cruzamentos laterais para a área em que muitos escondem as mãos atrás do corpo para evitar o "bola na mão". Burrice, já que o toque de mão é a única infração a ser marcada apenas em caso de intenção (o que é logicamente uma interpretação), e a falta de intenção é bem diferente de intenção em contrário.
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 15h32
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