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Haja coração, haja Galvão, haja avião!!! E chegaram as tão esperadas semifinais da Libertadores, a porcaria mais gostosa do planeta. E convenhamos: o regulamento prever o enfrentamento de Santos e Grêmio, apesar de idiota, aumenta em emoção a já emocionante competição. Menos mal que o Santos ainda possa jogar na Vila nas semifinais e que a torcida "crie vergonha" e encha o estádio pela primeira vez no ano... Tudo bem que chovia nos jogos ante o Caracas e também no do América. Mas qual o problema, alguém é de açúcar? O fato é que o Santos não tem jogado nada que empolgue e a coisa de poupar jogadores parece fazer o time jogar pior, mas tem assumido uma identidade interessante de "time da virada" como canta desde sempre a torcida e joga com muita confiança. É melhor que o Grêmio mas isso em Libertadores não quer dizer muito. O melhor time da competição é o tal Cúcuta, não no rendimento (aí é o Santos) mas no futebol e é por isso que não tenho medo de dizer: vai dar Boca!!! Não vou à Porto Alegre, guardando dinheiro para Buenos Aires, que Deus me proteja e não me castigue, não é soberba, é vontade. E lindo seria a tal melhor Libertadores dos últimos anos terminar com os dois times mais tradicionais do continente (antes de pensarem que é provocação, verifiquem o que já ganharam Santos e Boca), numa revanche de 2003. Abraço!
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 18h43
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Acho que dá São Paulo!!! E com alguma facilidade se o Palmeiras acreditar no absurdo de ser favorito porque vive, como acaba de dizer Abel Neto, no SPTV, ótima fase. Ótima fase por que? O São Paulo ainda é muito, mas muito mais time que o Verdão, perdeu é verdade na Libertadores e no Paulista, perdeu porque disputou, diga-se. Claro que a preparação que o Palmeiras pôde fazer e o tempo que passou sem cobranças aliviam o clima, mas daí a ser favorito há uma longa distância, como observou hoje Juca Kfouri: "Viaja quem imagina o Palmeiras favorito. Viaja e bota sobre os ombros do time uma responsabilidade que a equipe ainda não tem como carregar." E é bem isso, se resolver assumir a responsabilidade de favorito, o Palmeiras volta à estaca zero e pode criar crise em copo d´água, de novo, só pra variar. Mas espera-se um bom jogo e me lembra minha querida amiga Vanessa que o retrospecto do Verdão em Brasileiros é assustadoramente melhor... Bom domingo e bom jogo a todos. Demais palpites: Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 18h34
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Enquanto isso no Brasileirão!!! Modorrento, é este o termo para definir o início deste nosso Brasileiro. Dizem e dirão: Pudera, não temos craques, o campeonato é muito longo, não empolga etc. Já desisti de tentar argumentar em contrário, a impressão que tenho é que logo, logo, se depender do interesse dos donos dos microfones (e principalmente das imagens), voltaremos a ter fórmulas esdrúxulas do tipo 48 times em 6 grupos, turno, returno, outro turno, desde que cheguem os mesmos à fase decisiva... Como mostra o post abaixo, o futebol acaba por revelar muitas de nossa características fundamentais. Exemplo: Somos absolutamente avessos à democracia e pontos corridos com turno e returno e democrático demais... E o que dizer da proposta do tal ranking seletivo, os seja lá o nome que quiserem dar... É mais ou menos assim, o campeonato tem acesso e rebaixamento, desde que os rebaixados não sejam A, B, C, D, E, F e por aí vai... Isso é profunda demonstração de falta de caráter mesmo... Surpresa? É só olhar o que fazemos nas urnas. Mas deixa isso tudo pra lá, como se livrar da modorra, eis a questão, ou melhor as questões.
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 17h55
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Não temos craques? Essa é mais umas daquelas verdades, que de tão meias, chegam a parecer inteiramente falsas. Anotem, em dezembro, quando se fizerem aquelas festas meio bregas apresentadas por um Evandro Mesquita ou quem sabe um Toni Garrido, de premiação aos melhores, teremos alguns craques recebendo troféus e o velho discurso: Pena que está vendido pra Europa, não conseguimos “segurá-los”, etc. No outro ano, a mesma conversa! Masturbação. Até este teclado velho em que escrevo está cansado de saber que a capacidade de renovação do futebol brasileiro é quase que infinita, vai um, surge outro que vai também e assim por diante. O futebol, visto como fenômeno econômico global, é assim. Tentemos por um único instante observar que o papel de fornecedor de matéria-prima de primeira qualidade não precisaria ser motivo de vergonha. Ao contrário, onde está o problema? Tem-se quase uma garantia de que nosso futebol, de um jeito ou de outro, mostrar-se-á sempre viável economicamente por aí... A questão está em como isso se dá e com quem fica a grana. Mas não é impossível pensar em soluções. Revista e respeitada a parte da Lei que dá prioridade ao tal “clube formador”, podendo firmar um primeiro contrato de cinco anos com o atleta e se somássemos a isso uma questão simples (em que pese o fato deste que vos escreve ter uma interpretação muito limitada da Lei) uma duração mínima de contrato como exigência à disputa do Brasileiro e pronto, a situação já mudaria. Por exemplo, todo e qualquer jogador inscrito no Brasileiro deverá a partir de 2008, ter um contrato com duração mínima de três anos. Poderá ser negociado a qualquer momento, evidentemente com aplicação de multa rescisória. O clube engorda os cofres e pode inscrever outros jogadores, respeitando de novo a mesma duração mínima de vigência de contrato. Pronto, aí acaba a história do jogador ir embora e o clube ficar sem nada. Seria uma questão interessante de postura do Clube dos 13 e da CBF. Vai disputar meu campeonato? Vai se promover aqui? Ok, mas não vai alugar camisa de graça. Claro, é bom que se saiba que um clube brasileiro tem em média 70, 80 jogadores inscritos no campeonato, como fica fazer contratos com todos esses? Em primeiro, se estão inscritos é porque têm contrato. Se pensarmos no estabelecimento de contratos “por produtividade” do tipo: Piso salarial (série A, B, C...), Foi relacionado? (+x), É titular? (+y), Faz gol? (+z), Foi à seleção (+x+y...), Foi campeão? (+$$$) etc. Parece viável? Não é uma forma de se ter um planejamento efetivo de folha de pagamento? E o sindicato, o que acharia? Aliás, e o sindicato? É preciso unir energias criativas em torno do problema, a repetição do discurso vazio: “Não temos craques, somos pobres, somos vira-latas...” só eternizará o problema. Não? Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 17h52
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Como sempre, brilhante! JOSÉ GERALDO COUTO O Maracanã viu festival de erros na quarta, mas a torcida escolheu seu bode expiatório, a única mulher em campo A BEM DA VERDADE , não sei se foram sete, mas não resisti à tentação de usar esse número cabalístico no título da coluna. O fato é que erros em profusão resultaram no placar de Botafogo 3 x 1 Figueirense na noite de quarta-feira, no Maracanã. Há erros e erros. Tudo depende do contexto, das motivações e, principalmente, das conseqüências. Fiquemos com um exemplo: se o gol contra do zagueiro Vinícius, do Figueirense, tivesse ocorrido alguns minutos antes, quando o jogo ainda estava 2 a 0 para o Botafogo, seria ele o personagem da noite, o responsável por choro de uns e alegria de outros. Sua falha teria sido trágica e estaria lhe causando insônia até hoje. Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 16h46
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