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Cada um tem o que merece? O futebol é, por vezes, injusto. A Fórmula 1 também, o alemão teve sorte a vida inteira e logo agora resolve ter problemas no melhor estilo Rubinho, vai entender... Mas como bem disse o Reginaldo Leme, oito títulos pra que? Obrigado Alemão, como disse o nosso rei você foi o Pelé do automobilismo e vai fazer falta. Quando quiser ir à Vila Belmiro de novo, sabe que será muito bem recebido. Voltando ao futebol, será que cada um tem aquilo que merece ou não? Acho que ao menos este ano tudo indica que sim. O São Paulo, rumo ao título, tem um trabalho iniciado com o Cuca e sem solavancos foi se aperfeiçoando, é um time de bons jogadores comuns até, mas tem entrosamento, conjunto, objetivos, perseverança e um técnico que é a sua cara. Já falei muito do Inter aqui, tem história recente bastante semelhante ao Tricolor do Morumbi, merece tudo o que tem conquistado e quem sabe até mais. O Grêmio volta a ser Grêmio e que bom que isso aconteceu, acaba de fazer um jogo bastante disputado com o São Paulo e como joga esse sobrinho do Leivinha... É um elenco pequeno, limitado até e que sente a falta do Léo Lima, contundido, jogador de técnica incomum felizmente e de cabeça bem comum aos boleiros, infelizmente... O Santos vai se encontrar ano que vem, time em formação com 24 contratações no ano, tem se saído até bem demais e tem condições de beliscar ao menos o vice. Corinthians e Palmeiras so vêm a comprovar a tese. A impressão que tenho é que há corintiano no Parque Antártica e palmeirense no Parque São Jorge nas respectivas direções. Se ao menos a queda, que não acredito que venha, fizesse com que ambos aprendessem e mudassem, mas é difícil. A impressão que tenho aliás é que esses desempenhos medíocres são prenúncio de crises mais sérias e longas e que serão dirimidas apenas no momento em que se organizarem oposições com gente do bem e capaz. Sem isso não há saída. E olha que digo isso sem nem sequer imaginar o resultado do Pacaembú... É isso, o blog vai voltando devagar e aguardo mais visitas, publico abaixo com muita satisfação texto do rafael Procari, árbitro e professor, gente que tem muito a dizer e a contribuir com essa nossa paixão. Boa leitura. Abraços e boa semana a todos. Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 18h11
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Vê se apita direito, juizão! Relatos da preparação da arbitragem para uma partida de futebol profissional. O universo imaginário dos torcedores de futebol, como se sabe, é povoado de imagens, sensações, e idealismos diversos. Entretanto, os diversos sentimentos observados diferenciam-se dependendo da educação, da cultura ou até mesmo da empatia com determinada equipe. Porém, uma unanimidade existe no mundo esportivo: a descrença no bom trabalho dos árbitros e a má vontade na questão da respeitabilidade dos mesmos. Recentemente, estive realizando um trabalho educativo com crianças entre 10 e 12 anos, e me surpreendi com o senso que os garotos faziam da figura do juiz de futebol. Muitos pré-conceitos, que poderão se tornar verdadeiros preconceitos quando esses meninos forem adultos, acabaram se revelando em um bate-papo, tais como: descompromisso com o jogo, desonestidade, estrelismo, incompetência, arrogância e, com total clarevidência, o sentimento de antipatia. Tudo isso dito em outras palavras, mas com ingenuidade e sinceridade, em um linguajar inocente e infantil. Mas alguém já imaginou como é a vida pessoal e a preparação de um juiz de futebol? Como é o dia-a-dia do mesmo? Primeiro: não existe juiz de futebol. Existe árbitro! O juiz determina penas; o árbitro cumpre o que já está determinado na regra, ou seja, não inventa nenhuma punição. Agora responda rápido: quais são as dezessete regras? Quais as recomendações de cada uma? Xiiii... Cartão amarelo para você, pois titubeou bastante. Segundo: Não existe árbitro profissional, mas árbitro que apita futebol profissional, já que todo árbitro deve ter uma outra atividade remunerada. Você trabalha durante toda a semana, e arranja brechas de horários para o treinamento físico e estudo das regras. Terceiro: Você é o único que entra em campo para duelar com 2 outros times, já que a equipe de arbitragem, infelizmente, leva a fama de jogar contra o próprio futebol. As mesas-redondas, com seus inúmeros VTs que o digam, já que os lances são discutidos por comentaristas em poltronas cômodas e telas de plasma. Vai ver se o lance, no calor do jogo, na fração de segundo, é igual ao da TV? Quarto: A torcida fica em casa. São os familiares e amigos dos árbitros que torcem por ele, mas discretamente, por que se saberem que a mulher do juiz está no estádio... E ainda tem gente que grita na arquibancada: vê se apita direito, juizão! É mole? Rafael Porcari é Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Marketing Esportivo, Atua como Professor na área de Ciências Gerenciais da UniSant’Anna e é Árbitro de Futebol atuante pela FPF. Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 17h45
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