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Volto amanhã! Depois de longo inverno eleitoral, estamos de volta. Veja amanhã reflexão sobre a Copa de 2014, que infelizmente se relaciona ao post abaixo. Obrigado pela visita. Alessandro Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 16h57
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Voto nulo é voto! Talvez um palavrão encerrasse mais adequadamente o título acima, mas não quero demonstrar irritação porque na verdade não há irritação nenhuma a ser demonstrada. O voto direto é uma conquista pela qual brigamos muitos de nós - o que, aliás, nada mais fizemos do que a nossa obrigação. A diferença é que alguns continuam lutando, enquanto outros ficam a reclamar bajulação eterna, aposentadorias eternas e votos eternos. Verdade que muitos com absoluto sucesso. Por falta de opção, rio quando vejo algum José Dirceu bradar: “Eu lutei pela democracia”! Rindo, lamento o fato de não poder perguntar: “E parou por quê?” Lutar pela democracia... Já imaginaram alguém dizendo: “Eu lutei pela ditadura?” Mas vamos ao que interessa. Durante a campanha no primeiro turno, choveram textos, muitos deles anônimos e apócrifos (o que, aliás, deveria dar 100 anos de cadeia) pela “blogosfera”, por correntes de e-mails, por sites de partidos, de meios de comunicação como a Globo e, pasmem, até de órgãos de justiça - que deveriam ser isentos - como o TSE. A linha central da argumentação é mais ou menos, seja em textos elaborados, seja em textos vagabundos como este, a seguinte: votar nulo é não votar, é desperdiçar o voto, é chutar as canelas da democracia pela qual muitos lutaram e que obriga a presença de todos às urnas (ou então multa de R$ 3,00). E a barbárie continua: votar nulo é votar em quem está na frente; votar nulo é votar Lulo etc. Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 16h55
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(continua...) O fato é que o eleitor do Alckmin deve saber o que está fazendo, e o mesmo vale ao eleitor do Lula. Perfeito. Vale também para o eleitor do Clodovil, do Maluf. Questão de respeito. Aliás, parece-me igualmente desonesto imaginar que alguém nesse rol não saiba o que faz. Ou alguém vota no Maluf pensando eleger um candidato representante da mais profunda honestidade? Não há mais bobos no futebol brasileiro, não há mais bobos no Brasil. Há é uma crise moral ou a explicitação de um novo e definitivo traço de brasilidade, esse que define honestidade como direção hidráulica em carro popular: opcional e, para muitos, perfumaria. Mas é inútil votar nulo? É honesto desperdiçar a chance com um voto “inválido”? Se não sou representado por um e nem por outro. Aliás, tenho é vergonha da existência deles. Assistiram ao debate? Há que se esperar por algo melhor? O que devo fazer? Enoja essa polarização política que se insinua, fazendo optar entre o ruim e o pior. Isso não é natural, isso não pode ser natural para não ser imutável, como diria Brecht. Repito que não há nenhum problema em ser tucano ou petista, mas faz bem assumir a responsabilidade pelo voto tanto quanto assinar o que se escreve. É questão de caráter, não vale dizer que não sabia. O voto nulo certamente não impede que um dos dois se eleja, mas explicita insatisfação, enseja um novo desenho no jogo “democrático” e dá a medida de quantos de nós rejeitamos com veemência a lamentável polarização entre o sujo e o rasgado, essa ridícula “escolha de Sofia” sertaneja, essa abominável polarização entre o ruim e o pior. Alessandro Rodrigues Pinto professor, brasileiro e democrata Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 16h54
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