Pensando em Futebol


Milly Lacombe: Eu defendo!

Não que ela precise, não me pediu e nem a conheço, mas acho que estão exagerando um pouco.

Para quem esteve fora do planeta nos últimos dias ocorreu o seguinte: Milly é comentarista do Sportv e visivelmente corintiana, Milly critica Rogério Ceni com certa assiduidade, Milly disse na ultima quinta que RC é medíocre como goleiro e que se destaca por bater faltas, Milly disse que gostaria de saber a média de aproveitamento do goleiro por desconfiar que ele erra muito mais do que acerta e que coloca o SPFC em risco muitas vezes, Milly passou das medidas ao dizer que RC havia forjado uma proposta do Arsenal e falsificado sua própria assinatura, RC entrou ao vivo por telefone contestando-a, dizendo que ela seria obrigada a provar insinuando intenção de processá-la, estava visivelmente transtornado, foi agressivo...

Digamos que RC tenha sido caluniado o que parece verdade em que pese o fato de ter havido uma tal proposta falsa o que evidentemente não significa que ele tenha qualquer participação na fraude. Que a processe se achar que deve (e acho que no caso deve mesmo).

Digamos também que antes da calúnia, RC tenha se sentido incomodado com as críticas na minha opinião infundadas de Milly que denotavam um certo desapreço pessoal pelo goleiro já que não é necessário fazer nenhuma conta para perceber que o que "assusta" em RC é justamente seu aproveitamento realmente muito alto e que risco quase não houve. O goleiro levou um gol de Roger (o tal galático) por estar comemorando um gol e levou um do Santos após bater uma falta graças ao Geílson, mas sabemos todos: o Geílson é o Geílson!

O que é estranho é toda a raiva desencadeada pela declaração. Que RC entre no ar e diga que ela disse besteira e que vai processá-la é perfeitamente normal, mas o esqueçamos por enquanto, voltemos a ela.

As reações foram muitas, seu blog (http://bloggol.zip.net/arch2005-10-23_2005-10-29.html) nunca fez tanto sucesso, mas me chamam a atenção a natureza dos comentários que vocês podem ser lidos no link.

As pessoas ameaçam, ofendem com comentários de ordem sexista (afinal de contas mulher falar de futebol, onde já se viu?) iniciados com o próprio RC que em sua ira a chamava ironicamente de "querida", "minha filha" faltando só dizer "vá lavar roupa e não me apareça mais por aqui" e homofóbica já que "sapata fdp" parece até elogio perto das outras agressões desse tipo que recebe. Acho que Freud explica!

Moral da história: Milly se excedeu e virou celebridade, errou porque caluniou. Errou também nas críticas mas quantos companheiros comentaristas não erram quando comentam jogos que não viram ou que parecem ter visto pelo SBT?

Mas acertou na mosca quando acabou evidenciando que RC, "blindado pela imprensa" parece menino mimado, incapaz de lidar com críticas e que pior, sua legião de seguidores , ao menos os que se manifestam no blog citado, padecem do mesmo mal e se excedem cometendo crimes mais graves do que calúnia.

Ela está sendo atacada não pelo erro da calúnia mas por três "pecados" aparentemente menos aceitáveis: É mulher, lésbica e ousa falar de futebol. Por isso eu a defendo.

Não se combate o feio cometendo o horrível.



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 13h05 [] [envie esta mensagem]






Grêmio

A punição de perda de mando de oito jogos mais R$ 200.000,00 de multa estabelecida pelo STJD parece estar de bom tamanho para o momento já que evita para muitos aquela sensação tão conhecida de impunidade.

Pessoalmente, creio que ficou barato para o Grêmio e anseio pelo dia em que clubes perderão não só mando de campo (direito que por mim nunca seria facultado aos clubes) mas quantidade considerável de pontos.

Que a responsabilidade do Internacional, que certamente há no episódio, seja igualmente apurada.



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 09h35 [] [envie esta mensagem]






Ricardo Oliveira

Neste mesmo espaço, cansei de elogiar o planejamento e o profissionalismo do São Paulo.

Mas tenho uma dúvida: De quem foi a idéia de jirico de assinar um contrato até uma semana antes da final da Libertadores com o Ricardo Oliveira?

Agora há todo um esforço para se criar a versão de que o presiente do Betis é um cara mau e que a coisa que o jogador mais quer na vida é jogar a decisão...

Se isso acontece no Corinthians, imaginem a crise (só pra variar)...

 

 



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 09h26 [] [envie esta mensagem]






1000!!!

Sabemos que outros blogs contam acessos aos milhões o que torna o nosso pequenininho, humilde.

Mas queriam que soubessem da minha alegria em chegar ao milésimo acesso (mesmo sabendo que pelo menos uns dez por cento se devem a republicações feitas por mim mesmo).

Agradeço de todo coração aos amigos (mesmo aqueles que não conheço) e vamos rumo ao 2000...

Abraços

 



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 10h59 [] [envie esta mensagem]






Publicado originalmente em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3107200605.htm e no blog da Soninha (link ao lado)

Continuamos buscando opiniões sobre violência no futebol...

 

SERGIO COSTA

Desclassificados desde já

RIO DE JANEIRO - Um Ministério do Bom Senso -ou aquele proposto pelo Chico Buarque- avisaria desde já: vai dar... confusão (para não usar o termo imaginado pelo compositor)! A previsão é para a Copa-2014, com escala na decisão da Copa do Brasil. É inadmissível que, marcados desde o pré-Alemanha-06 para o Maracanã, os jogos não tenham contado com um mínimo de planejamento de trânsito e de acesso ao estádio.
No dia seguinte, os jornais misturaram as brigas entre torcedores e a confusão que foi a entrada no Maracanã. Vamos deixar de lado os engarrafamentos e a delinqüente guerra entre torcidas organizadas, para tratar dos cidadãos comuns.
Imaginem a cena (real): de um lado, um muro. Do outro, antes das grades que levam às roletas, um corredor polonês, em que PMs a cavalo traçam o limite lateral da fila. Como? Com cassetetes e espadas nas mãos. Sabres!
Foram 45 minutos até a arquibancada superlotada. Quarenta deles espremidos entre o sabre do policial montado e a multidão que se recuava com medo em direção ao muro. Um dos cavalos, assustado, distribui coices e aumenta a tensão. O gás de pimenta arde nos olhos.
Esse sufoco custou R$ 30 por cabeça, pagos com duas semanas de antecedência. Com ingressos esgotados, ninguém se deu conta do que poderia acontecer? Tanto se deu, que, ao chegar às roletas, os torcedores tinham seus tíquetes arrancados das mãos na passagem. A opção era ser esmagado por quem vinha atrás. Catracas desligadas, o ingresso não contabilizado aqui voltava inflacionado lá para fora.
A entrada do Maracanã, cartão-postal do esporte brasileiro, é uma vergonha. Pobre dos pais que ousaram levar seus filhos àquele inferno. O Brasil quer sediar uma Copa, mas é incapaz de organizar um jogo para pouco mais de 40 mil pessoas.



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 10h51 [] [envie esta mensagem]






Palpites

Grêmio x Juventude

Figueirense x São Caetano

Corinthians x Atlético Paranaense

Flamengo x Goiás

Santos x Internacional

Paraná x Vasco

Botafogo x São Paulo

Ponte Preta x Fluminense

Fortaleza X Palmeiras

Cruzeiro X Santa Cruz

 

 



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 08h52 [] [envie esta mensagem]






Violência

Usaremos esse espaço para uma discussão, com o perdão da imodéstia, um pouco mais inteligente sobre a questão da violência nos estádios. Enquanto preparo alguns artigos, tomo a liberdade de publicar a opinião do Juca Kfouri, disponível no blog dele, cujo link está aí ao lado. Em seguida, publico o editorial de hoje do diário Lance! e reitero que todas as opiniões são muito bem vindas.

 



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 15h48 [] [envie esta mensagem]






Chega! Basta! Até quando? (Juca Kfouri)

Bruxelas, Estádio de Heysel, final da Copa dos Campeões da Europa, Liverpool x Juventus, 29 de maio de 1985.

Torcedores ingleses provocam uma tragédia que matou 39 torcedores (32 italianos e sete belgas) e feriu 350.

A violência dos hooligans chegava ao auge.

Resultado: os times ingleses são proibidos de participar de competições internacionais por cinco anos e as autoridades da Grã-Bretanha, por ordem expressa da Rainha, começam um trabalho que resultou no fim dos alambrados nos estádios britânicos.

São Paulo, Estádio do Pacaembu, oitavas-de-final da Taça Libertadores, 4 de maio de 2006.

Torcedores corintianos quebram o alambrado e invadem o gramado.

A pronta intervenção policial impede uma tragédia.

A punição é branda: o Corinthians não poderá jogar no Pacaembu a Copa Sul-Americana.

Quarta-feira passada, no Maracanã, decisão da Copa do Brasil entre Flamengo e Vasco.

Confusão para chegar ao estádio, confusão em torno do estádio, cambistas livremente em ação, conflito entre a torcida do Flamengo e a PM.

Punição? Nenhuma.

Ontem, no Beira-Rio, tudo o que se sabe.

De quem é a culpa?

É de todos, dizem.

E quando é todos, é de ninguém, sabemos.

E ainda há quem faça campanha para o torcedor ir aos estádios, porque "Torcer faz bem", como diz a Nestlé e seus garotos-propaganda, "jornalistas", inclusive.

Sábado que vem, por exemplo, o Pacaembu será reaberto para receber Corinthians e Atlético Paranaense.

É jogo da tal promoção.

A torcida corintiana promete ações de protesto pela situação do time.

Dá para incentivar algum pai ou mãe para ir ao estádio e levar seus filhos?

De quem é a culpa?

É de todos, dizem.

E quando é de todos, é de ninguém, sabemos.

A culpa começa em cima.

Nos governos que nada fazem para devolver o direito do torcedor comum de ir aos estádios em paz.

Da CBF que não cumpre o Estatuto do Torcedor ao não ter plano para cada jogo.

Dos clubes mandantes que também não fazem planos para cada jogo, não distinguem a partida sem rivalidade das de grande rivalidade, como um Gre-Nal.

E acontecem os episódios que aconteceram em Heysel (hoje não acontece mais), no Pacaembu, no Maracanã, no Beira-Rio e em todos, TODOS, os estádios brasileiros.

Mas nem as autoridades constituídas nem a cartolagem do futebol se mobiliza para dar fim à barbárie, embora não lhes faltem instrumentos para tal.

Porque estão preocupadas em se locupletar, com os mensalões, sanguessugas, evasão de divisas, sonegação de impostos, comissões na venda de atletas.

O torcedor que se dane, o futebol que se dane.

Este blog acompanha semanalmente a presença de público nos estádios.

E torce para que evolua sempre, que chegue às médias européias.

Não quer jogar contra a paixão que justifica a própria existência do blog e 36 anos de carreira no jornalismo.

Gostaria de incentivar a todos para lotarem nossos estádios.

Mas lamenta voltar a dizer que só vai  a campo hoje quem não tem imaginação (para prever o que pode acontecer), é desinformado, temerário ou irresponsável.

E o dono do blog lamenta ter ensinado a seus filhos aquilo que aprendeu de seu pai, porque cada vez teme mais pela sorte deles cada que vez que um vai a campo.

Ou punições drásticas, radicais, até mesmo aparentemente exageradas são adotadas, paralelamente a adoção de tudo que está prescrito em lei, ou, mais de 20 anos depois, Heysel acontecerá no Brasil, o país que quer sediar a Copa do Mundo de 2014.

Para enriquecer mais os cartolas, os políticos, algumas agências de propaganda, empreiteiras...



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 15h44 [] [envie esta mensagem]






 

LANCE! OPINA: Brincando com fogo

Editorial

Vivemos o limiar de uma tragédia. Os acontecimentos da final da Copa do Brasil, com torcedores expostos a todo o tipo de risco no Maracanã, e a barbárie do Beira-Rio, domingo, mostram que o País que sonha realizar uma Copa precisa se mobilizar, primeiro, para salvar o seu futebol. A segurança nos estádios é bandeira erguida por este LANCE! desde seu início, há nove anos. Enquanto não houver empenho, especialmente da CBF, em fazer cumprir as normas do Estatuto do Torcedor continuaremos a assistir a espetáculos de vandalismo. E ver cada vez mais distante o sonho de encher nossas arenas, de atrair de volta as famílias.

Já passou da hora de a presidência da CBF mudar de atitude. Se Ricardo Teixeira voasse a Brasília para tratar o nosso fut com a mesma dedicação com que trata de seus acordos políticos, se usasse o peso da entidade que dirige para pressionar governo e Legislativo por uma legislação eficaz, tudo poderia mudar. Mas à CBF o que importa é a Seleção.... Até quando?

Teixeira, justiça seja feita, não é o único culpado. O Ministério do Esporte perdeu três anos em discussões de gabinete que levaram à Comissão pela Paz no Esporte. Em que pese a postura do atual titular, ainda patina em transformar em ações as propostas ali contidas. E o tempo está passando.

A passividade, a condescendência com a baderna pela omissão também regem o comportamento do Clube dos 13 – acomodado no mero papel de corretor de direitos de televisão –, e dos dirigentes dos grandes clubes – excluídos São Paulo e Atlético-PR, que felizmente realizam trabalho diferenciado. A mobilização é de todos. A mídia tem obrigação de reagir. Detentora dos direitos de transmissão, a TV Globo, tão feliz em suas campanhas educativas, tem o dever de usar seu poder de influência para pressionar os donos da bola a virar essa página da violência. Sob pena de, um dia, suas câmeras transmitirem não a alegria do gol, mas a dor da perda de vidas.

É louvável o esforço do STJD, que tem agido com rigor na punição, aplicando penas ao alcance da legislação esportiva. Mas é pouco. Os vândalos têm de ser identificados, presos, expulsos dos campos. Os cartolas têm de ser responsabilizados, a Justiça, enfim, tem de funcionar.

O senhor Ricardo Teixeira tem de saber que nem só de investimentos se viabiliza o sonho de realizar uma Copa. Uma tragédia, a expor aos olhos do mundo a incompetência na organização do nosso fut, sepultaria de vez o sonho do Mundial. Quem brinca com fogo, um dia pode se queimar.



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 15h38 [] [envie esta mensagem]






Aprecie

TOSTÃO

Planejar não é tudo


Dunga precisará de pessoas experientes ao seu lado, e espero que não forme apenas uma turma de amigos de 94 É UMA PIADA dizer que a indicação de Dunga foi conseqüência de um plano de renovação feito pela CBF. O único plano da CBF é vender bem os amistosos da seleção brasileira. Isto está sempre à frente das necessidades dos técnicos e da equipe.
A escolha de Dunga foi uma decisão demagógica. Se a queixa principal contra a seleção foi a apatia, vamos contratar um técnico que simbolize o futebol guerreiro. Foi também um desprestígio aos treinadores. O melhor seria chamar Dunga para ser coordenador, e ele escolheria um treinador. Planejamento técnico, certo ou errado, foi o que não faltou à seleção. A principal deficiência de Parreira é planejar muito e improvisar e intuir pouco. O plano do técnico era o de definir logo uma forma de jogar, um time e repeti-lo até o fim. Durante mais de três anos, não foi experimentada uma única variação tática. Por causa das excepcionais atuações de Adriano na seleção e na Itália até mais ou menos um ano antes do Mundial, o técnico formou um quarteto ofensivo, já que Kaká, Ronaldinho e Ronaldo teriam de ser titulares. A partir daí, durante quase um ano e mais uns 20 dias na Suíça, o time só atuou e treinou nesse esquema tático. Contra a França, Parreira ficou com medo e escalou de novo os três volantes. Ficou pior. Se Parreira tivesse experimentado outras formas de jogar e mais atletas, durante vários jogos, e não apenas por 15 minutos, e sem se preocupar tanto com o primeiro lugar nas eliminatórias, provavelmente teria chegado a outras conclusões. Agora é diferente. Por causa da necessidade de uma grande renovação, Dunga terá de experimentar vários atletas. Mas, como no Brasil os técnicos são avaliados só pelos resultados, será difícil ele chegar ao Mundial de 2010. Pode até acontecer o contrário, ou seja, os resultados serem melhores do que seu trabalho. Dunga vai precisar de pessoas experientes ao seu lado. Espero que não forme apenas uma turma de amigos de 94.



 Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 13h09 [] [envie esta mensagem]




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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA MADALENA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Esportes, Viagens, turismo









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