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Alma feminina Se entendem tão mais da vida, o que haveria de ser diferente em relação ao futebol? Publico, com satisfação, a contribuição de nossa leitora Fabiana Ramos de Oliveira(foto abaixo), leiam, divirtam-se.
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 12h01
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A primeira vez
Dessa vez finalmente vai dar certo, penso eu. Finalmente, depois de tantas vezes num estádio (mas nunca para ver futebol!), eu verei o São Paulo jogar. Dessa vez vou superar o medo e vou encarar o meu 1º jogo. Nunca me considerei uma fanática, apenas alguém que gosta de ver uma boa partida. Mas que raio de são paulina eu seria se nunca fosse ver o Tricolor ao vivo?
Dia 19/07/2006, 18h30. Meus amigos chegam e rumamos para o Morumbi. Vamos cedo para pegar um bom lugar para estacionar. Conseguimos? Claro que não. Paramos um pouco longe, mas pelo menos não havia nenhum flanelinha.
Começa a caminhada. Começo a ficar mais ansiosa. A massa indo para o estádio. Caramba, eu estou mesmo aqui?
Quiseram parar para comer o famoso sanduíche de pernil. Conversamos um pouco. E eu atenta a tudo o que acontecia ao meu redor. Será que já abriram os portões? Ufa, terminamos. Agora, é a nossa vez de entrar. Estou completamente maravilhada, mas muito ansiosa.
No meio do caminho, chega um ônibus da torcida adversária. Passamos pelos “hermanos” e pelos xingamentos habituais rapidinho. Eu não via a hora de passar pelas catracas! Na subida para o portão 15, já ouvíamos a galera cantando lá dentro. A ansiedade agora foi pra lua.
Quando entramos, ainda não estava muito cheio, mas não sei se consigo descrever o que senti ao ver aquele campo todo iluminado, lindo, perfeito... Acho que foi um misto de alegria, de emoção, de tudo. Eu parecia uma criança diante de um brinquedo novo.
Depois de tirar algumas fotos e de subir e descer as arquibancadas, eu me sento e fico admirando o estádio encher. Canto, como nunca antes, o hino do São Paulo todas as vezes que ele toca. Agito bandeira, levanto, grito, vaio os jogadores do Estudiantes no aquecimento, sento, levanto de novo. Sobe a camisa gigante lá na Dragões da Real. Linda! Aos poucos a adrenalina vai baixando, afinal ainda faltava muito tempo para o início do jogo. Ah, mas isso foi só até a entrada dos jogadores em campo. Ouvir 66 mil pessoas gritando foi realmente demais. Começa a partida. Ai que nervoso. Ai que saco. Ai que juizinho. Que golzinho difícil de sair... Até que finalmente Edcarlos marca. Jogador que foi tão xingado, começaram os nossos momentos de alegria. Nunca vi aquela arquibancada tremer tanto. Também acho que nunca gritei tanto. Vamos lá: mais um, mais um, só falta um! Mas nada acontece. Como previu Rogério Ceni, o destino do são paulino era mesmo sofrer nessa partida. Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 12h00
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A primeira vez(2)
E dito e feito: pênaltis. Só me faltava essa, daqui a pouco vão falar que eu sou pé frio. As cobranças serão feitas no gol bem na minha frente. Será que agüento? É adrenalina demais pra uma 1ª vez. Se o São Paulo perde... As cobranças começam e se equilibram. Danilo perde um. Nããããão! Mas boas notícias estavam por vir. Sim! Rogério Ceni defendeu! Sim! A última cobrança do Estudiantes foi desperdiçada! Fico com a garganta arrebentada de tanto gritar.
Não foi o melhor jogo do São Paulo, eu sei, mas pra mim com certeza valeu. Confesso que gostei, gostei muito, porque poxa, era a minha primeira vez né? Esse dia eu nunca vou esquecer na minha vida. Ver meu time ganhar e ver nosso goleiro fazer gol. Fiquei num estado de euforia tremendo. Já estamos, claro, combinando a ida ao próximo jogo. Pois é... Gostei tanto que quero e vou voltar. Mesmo com alguns pontos negativos. Ainda não tenho coragem de ver um clássico, é verdade, mas nas semifinais da Libertadores com certeza estarei lá.
Missão para a próxima vez? Aprender mais sobre futebol, levar uma máquina fotográfica, meus óculos (tá um binóculo serve) e um radinho pra ouvir a narração. Durmo com uma musiquinha na cabeça: PQP, é o melhor goleiro do Brasil... É, dizem que a primeira vez é inesquecível... Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 11h55
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Overdose de estádios: que saudade! Como não pude ir à Copa do Mundo, um espetáculo de organização e uma porcaria de futebol, vocês podem imaginar que já estava tremendo há quase dois meses sem assistir a um jogo no estádio. Aí ando enfiando o pé na jaca. Sábado, Morumbi, São Paulo e Figueirense que jogou muito melhor, mas muito mesmo e não merecia a derrota, não mesmo, definitivamente não. Mas o que importou às treze mil pessoas presentes, graças à promoção da Nestlé que merece ser observada com mais atenção, foi a vitória que veio com a sorte que costuma acompanhar os campeões. No dia seguinte, São Caetano do Sul. Simpático e acanhado Anacleto Campanella, quatro mil pessoas, péssimo futebol e outra derrota do Santos que não é tão ruim como disparam as cornetas de poucos mas barulhentos torcedores-jornalistas. Creio que o time acerte na montagem de uma base para 2007 e será necessária paciência. Foi derrotado pelo Figueirense mas não mereceu, não mesmo, definitivamente não. Perdeu da retranca do time do ABC, mas quem não perdeu que atire a primeira pedra. A crise no Parque São Jorge é a de sempre, daqui a pouco passa, mas deixa claro como o Corinthians atrapalha a MSI. O Palmeiras dá sinais de que deixará o imóvel que alugava na zona de rebaixamento. A lamentar apenas as cenas de violência como sempre evitáveis entre as torcidas de ambos antes do jogo, péssimo jogo aliás. Não falaremos disso agora porque a violência da semana já está garantida com a tal da Suzanne, deixa pra depois. Mas o que me anima mesmo é o que vou fazer daqui a pouco. Estarei no Morumbi no embate do São Paulo em busca do meu reencontro com estádio cheio, que tudo corra bem e amanhã mando notícias. Abraço
Escrito por Alessandro Rodrigues Pinto às 13h58
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